Desabafo.

 Estou aqui de novo, nada de meias palavras.  E creio que fiz o que devia ser feito, respirei, bate cabeça, mas no fim da ladeira escutei o meu sexto sentido. Não gosto de pensar que poderia ser diferente, que no amanhã haveria uma continuação ou uma incógnita, porque nunca precisei por etiquetas nos meus sentimentos ou manipular a situação para vitimizar um suposto ego individualista.  No entanto, você foi a transparência de uma sociedade  doente e sem amor no coração, incapaz de pensar no outro, além de  enxergar o seu próprio querer de mente consumista.  Eu hoje entendo a frase: " tudo que é solido, se desmancha no ar",  talvez essa expressão tão profunda esclareça o quanto  de competitiva é a sociedade, na forma que o que existe é luta de classes e o apego pelos sentimentos líquidos. Assim, os objetos comercializados ganham vida, ao passo que, as pessoas se tornam o objeto. E infelizmente, foste tão incapaz de ser honesta, a não ser pelos sapatos caros que comprava. Se deixou levar pelo quinhão dos sentimentos líquidos, fator que me distanciou daquela vida de mais valia absoluta, onde vivia 24 horas trabalhando para te agradar. Porém, precisou emergir uma revolução dentro de mim, o suficiente para me rebelar.  Destacando-se que depois disso,  minhas asas abriram, fiquei livre, livre de você.

Comentários

Postagens mais visitadas