É importante relatar o quanto são fúteis os fetiches pela mercadoria, ainda assim, estamos amarrados a ela desde o inicio. Como se o objeto ganhasse vida, e nos acabamos viramos "coisas coisantes" que tanto Carlos Drummond de Andrade ressalta em seu poema "eu etiqueta". Essa pessoa apenas abraçam os signos das mercadorias, e ao mesmo tempo, não conseguem ter o objeto por completo, pois sempre haverá algo de novo para substituir o velho. Na verdade, as construções das cidades não obedecem essa lógica? Creio que sim. Isso porque as ruas da encruzilhada foram mudadas, mesmo não havendo algum problema na rua. A ideia era de mudar, gastar o dinheiro publico em uma obra sem necessidade, só pelo prazer de gastar. Outro exemplo foi a compra de telefones milionários para os senadores do Estado. Havia necessidade? Claro que não. Isso é só para mostra que eles podem, enquanto isso o povo morre de fome nessa pandemia.
Quero falar que a logica do consumismo não mostra apenas o fetiche pela mercadoria ou elisão da realidade, mas aponta as divergências sociais. Na verdade, vai existir um tempo que um certo grupo vai se mostrar mais imponente contra outro grupo, e não apenas com a natureza. E sim, isso já é evidente, basta olhar o noticiário, o quanto as convenções sociais enumeram alguns e abandonam outros. E nesse processo o meio ambiente é apena mais um que se torna explorado até os ossos. E a matéria prima? Primeiro é o solo, depois as mãos de um trabalhador em condição de quase escravidão, depois a industria e a chuva ácida. O ar fica pesado e os peixes contaminados com o mercúrio, o que vai tornar o câncer algo rotineiro. E no final tudo acaba sendo substituído, inclusive as pessoas.
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