Cheiro da flor

 Meu tempo está quase no fim, e não sinto remoço, pena de ter sido apenas transparente.E não adianta tentar enganar o tempo, tapa o sol com uma maldita peneira, porque no final haverá epenas Deza Jully.

Estive ali o tempo todo, sempre disponível, apta para carregar o mundo nos ombros sem ao mesmos sentir a necessidade de para para beber água. Não percebia, talvez não quisesse no fundo afirma que tudo que ali havia não existia de fato. No geral, apenas viver uma fração da sombra de uma realidade fútil que nunca conseguiu fazer de mim um ser completo. Seria essa a realidade da contemporaneidade: relações plasticas e alienação em massa.

Claro, meu sangue pulsa e lateja pela vida. Em mim, pelas asas da sorte ou pelas flores que ainda lutam para sobreviver a mais uma queimada.  O pouco que habita em mim almeja sentir o frescor do vento  e o cheiro daquela flor que ainda luta em ressurgir das cinza.

Mas.... reina aqui essa garrafa de bebida. Droga!

E os pensamentos veem e vão, levando um tantinho de lagrima de quem fui e não serei mais. Dessa pessoa que hoje escreve para outros lerem nas horas  vagas,e que no fim sabe que poucos, talvez ninguém, deterá do entendimento para esse texto. Apenas, caberá no peito a lamuria de pensar que ainda há uma flor respirando apos uma queimada. 

Ho quem dera né. Se desse sonho coubesse uma realidade melhor. Basta saber que não havia a necessidade de está qui comigo e deitar na cama de outro, sempre com o pretexto de verdades mascaradas de secretas. Como se eu não soubesse de cada mentira, de cada versão sua. 

E ainda sei, que mesmo com essa garrafa de bebida,

essa fumaça de cigarro;

essa noite fria;

essa lagrima de amargura...

estão na espera de sentir o cheiro daquela flor que sobreviveu a uma queimada.

Só ela, por ela, caberá uma puro e amor verdade.

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