Quando os neurônios fazem sitax, cargas de energia saem saltando pelo corpo, e tudo se conecta. Uma conexão que vai além das estações do ano. 
Nosso corpo é um sistema vivo em células, capaz de emitir o mais profundo sentimento com ações: alegria, sofrimento, frio ou calor. Há sempre um estimulo de resposta para cada situação especifica em nosso interior.

Mnemosyne é a mãe das musas, sua beleza está na força do ato de lembrar as memórias do passado. Ela vive como uma fênix, renascendo a cada manhã, intensa e com esperança de representar o seu eu interior com paixão.  
Seu corpo inflama como fogo, e seu peito transborda as cores mais profundas. E quando falta o folego, a musa levanta seu braços e clama:
- Dar-te-ei, meu amor, suas memórias felizes, que em seu trono triunfante, resplandece o alvorecer da felicidade. E mesmo que meu coração insista em parar de bater, sua imagem estará preza no meu sangue, esperando que os deuses possam traze-las de volta para mim.

Nos momentos mais caóticos, todo sistema tende a parar: O limite do corpo a ser percorrido pelas mãos do destino, que decreta sempre a necessidade de ter o presente nas mãos. Pois, a memória não é absorvida em espelhos, mas ela pode ser tocada pelo corpo nu dos sentimentos.  E é nesse momento que tudo fará sentido: As células do corpo vão agitar,  o coração baterá mais forte, restando apenas o imenso desejo de ter a musa em sua vida. 




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