Caminho.

 Um pouco mais, sem parar no de repente. Não precisa falar ou tentar se esconder através de um véu, porque eu sinto  e percebo quando algo não vai bem.  E você sabe muito bem, uma hora dessas,  eu pego a minha melhor jaqueta e saio para longe. Sem pensar duas vezes, sem ter choro, sem ter possibilidade de volta. Apenas vou, vou até o final sem ter nenhum  um pingo de remoço.  


E você sempre soube que uma hora isso iria acontecer, que tudo iria para os ares  ou para marte. Não adiantando  as desculpas esparramadas  faldas ou a cabeça baixa, o que me deixaria com mais raiva da situação.  Com toda certeza, a musica que eu ouvir baixinho no fone de ouvido falava apenas para mim, pois você nunca esteve aqui 100%.   Isso porquê  simplesmente escolhemos caminhos distantes, obscuros, cheios de muros e cacos de vidros. Mas, ainda assim,  eu segurei nas correntes do destino e olhei  no fundo de seus olhos.  E tive a força necessária para ir, com os pés descalços sobre esse chão cheio de destroços daquela história que achava ser real, todavia mostrou-se que não era.  Então eu sai, andando, calada, esperando que algo acontecesse, porém nada de regresso.  Um nada, só o silêncio.  Apenas fui, sem olhar para traz,  sabendo no fundo que jamais mudo as palavras que falei, que elas não voltam para minha boça.

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