Liberdade tem nome

Sabem as rosas que esse tempo é passageiro, que as folhas amarelas vão ser levadas pelo vento do leste. E a direção que elas vão nem mesmo as rosas dos ventos sabe, apenas ela ponta uma direção que  fica bem longe das emoções humanas.

E faltam as forças para dar um primeiro passo, mas o coração sabe? No fundo uma razão assobia na mente, e fico emersa nesse lago com as folhas amarelas a minha volta. Apenas naquele momento sentia uma liberdade, um sopro de calafrio que tocava minha pele. Medo? Talvez, não sei o certo se essas folhas  formarão a minha asa do cruzeiro do sul.  E si sim,  de sentir a liberdade de  e voar rumo a uma direção que a rosa dos ventos me guia. Para longe?  Não! é a coragem de gritar mais alto e escultar meu corpo sendo arrebatado pela emoção de ser realmente eu mesma.  

Ser feliz é permitir que o vento nos leve, sem dor e sem temor. Apenas voar junto das estrelas, com equilíbrio, com força, com paz.


Sim, eu somei tuas coisas, coletei no relógio do tempo os teus pertences. Juntei tudo, toda aquela farsa e fingimento que  saia da sua boca. E em segundos, sacudi tudo pra cima, pois não era real, nem mesmo os miúdos detalhes  que tentava decifrar nos teus olhos. E simplesmente, deixei que a maré levasse embora, limpando minha casa, minha alma.  Só sei que vou, vou para longe. Lá onde as estrelas repousam, onde a verdade clareia e deixa as nuvens brancas.  Alí onde a natureza é verdadeira e me ama numa dimensão inexplicável. 

Porque eu sou a folha amarela que voa,

sou a nuvem que caminha no céu

sou a estrela que possui luz própria

sou a musica que sai emitida pela chuva

Sou minha própria força



Dez_ Jully em dedicação a uma pessoa que muito estimo nessa vida.  








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