Temporalidade das emoções
O papel tenta me decifrar. Ele pergunta:- Ora, o que pensas em refutar sobre a vida no tempo presente Tempo! respondo-lhe diretamente, com quele olhar de questionamento. No entanto, o que é o tempo?
Lógico, não falo dos segundos que levei para escrever, mas do tempo na esfera do pensamento histórico. Por outro lado, sei que tudo se esvai como uma poeira levada ao vento. E essa poeira se espalha como se fosse um cataclismo de emoções ou como resquícios de ações da humanidade. Cada partícula fala por si própria, cada fato está direcionado a micros e mudas partículas inseridas nessa transtemporalidade.
E com toda seguridade, afirmo-lhe que um artista não cria a obra. Ele atribui sentindo as fontes escolhidas, e reconstitui a vida. Esse artista não se pauta pela visão única de um espirito positivo, ou da temporalidade linear que exclui as partículas de poeiras que estão espalhadas no vento.
O meu tempo não registra emoções rasas, pois navego na profundidade do mar, em busca de cada ilha de História. Eu vivo pela base das emoções mais profundas, na paixão que anseia o amor pela vida dos excluídos da historiografia. E sim, banalizo a mentira, porque é corruptível na memória e no papel. Caso o devir esteja no desejo de ser-ter os sonhos mais palpáveis. Creio eu, que meu coração estará a todo momento batendo forte para viver cada sonho com intensidade, amar com força, construir uma História onde o Oraculo dará vida a outra sabia sibilla. Esse é o meu carma infinito..... o amor eterno, a esperança presa a Pandora, que acorda a cada dia para viver imperiosa sobre um único e puro amor verdadeiro.
A. Jully
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