Uma breve reconstrução

Não notei, mas eu precisava de tempo para me reconstruir e me construí de volta.  Sair para fazer florescer minha essência dentro de mim, a energia do efeito de viver a vida sendo apenas eu mesma.
Eu não sabia que precisava ir até o limite para poder recuperar minhas forças e levantar uma vez mais forte. E no final saber que sempre estava qui comigo, meu corpo e áurea, dançando no meio de uma multidão que não dava valor a amizade, ao amor e o perdão.  Cada um carrega consigo suas experiências, marcas e cicatrizes, portanto é normal ter aquele momento particular no quarto. Momento que tudo se desmantela e fica apenas aquele amontoado de lembranças entre as fotos expostas no mais sombrio mural de sótão.  E mesmo que seja difícil lutar  contra tantos sentimentos, no final as lagrimas vão secar e você vai perceber que tudo não era nada, pois a beleza do mundo não está em uma casa organizada, mas no desarranjo de objetos e no significado que cada um tem. 
E dai você vai olhar a escrivaninha e notar que ali sempre esteve aquele caderno empoeirado cheios de linhas esperando para ser preenchido com a tinta da paixão pela vida.  por mais que sejam poucas as palavras, haverá o reconhecimento de que o ontem foi um desmonte que sacudiu o presente, mas que é do presente que é escrito do passado. Apenas recordamos das dores para não repetir os erros, e tentar novamente reconstruir e construir de volta.

Fonte da imagem: Google








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