Eclipse
Seja minha água de verão, as ondas que profundas estão
Nada, por ventura, obliterará meus sentimentos, pois eles ressoam.
Ressoam para as profundezas do mar, a espera de mais um luar de estrelas.
Ressoam pela rosa dos ventos, uma nova chance para acordar e viver pelo vasto céu reinante de ti.
E eclipsando tua face, espera o desabrochar da vitoria régia, para novamente viver a sombra de si,
entre teu cheiro, o mais doce amor, arrebatando tudo que não apareça ser humano. Mas que persiste pulsante em meu coração. Reinando, proclamando-a deusa da Lua e rainha do mar.
Quem de amor entorpece, embriaga-se pelo doce aroma da irracionalidade.
Custa crer que nada pode ser distante daquele sonho irreal, fiel... Ficá sempre a contemplar as lagrimas de verão a cair nas águas profundas. E assim, desperta mais um dia de rotina, cativando as flores de orquideias vermelhas, coloridas pela força do tempo. Sem saber que da cor se fez a semente, e veio brotando sem finda raízes, mas que fez emergir a fragrância da paixão no vento.
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