Em teus olhos repouso mais uma vez, esperando a calada fria da noite. 

Mais uma vez acreditei na imensidão de teu olhar, calejando meu espirito errante.

E senti meu coração bater mais forte, lagrimas que ainda não cairão, sorrisos suspensos pelo tempo.

Palavras soltas ao vento, perdidas e feridas mais uma vez por acreditar no que esteve no chão.

Assim é a humanidade, sombria, sem voz ou rosto que repouse sobre a esperança do amanhã.

Sorrisos são vagos, amores amargos, paixões de momento, solitude disfarçada de identidades. Todos tão fáceis, rápidos e sem algum planejamento coletivo. Que terminam mortos depois de uma noite de sexo, tornando assim pessoas em meros objetos.

Flores do mal que recusam a viver, escapam do dia para não ver que a beleza do mundo esvaio em um amontoado de sentimentos plásticos e egoismo sem valores éticos.


Repousei em teus olhos para não viver, renasci no instante que te vi, e morri no instante que te beijei. 

Morri mais uma vez por abraça a esperança, e não dar conta que já estava cativa. Meu cativeiro não tem correntes ou portas fechadas. E a razão louca que não ´permite sair ou reviver cada instante mais do momento de quanto contemplei  apenas uma pessoa, sem rótulos ou signos de mercadorias que pudessem escamotear o mais belo sorriso. 

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