Lembra-se daquele dia?

Esperei o cair da noite, sozinha na beira da praia, escultando o som das águas e as músicas ao luar.

Sabe quando tudo não faz sentido, e ao mesmo tempo faz. E meus olhos negros a contemplar, mais uma vez, as estrelas alegres no céu refletindo tua face em um instante.

Quem ama não deveria se sentir o mais perdido dos seres no caminho do sentir. Mas meu coração é verdade, puro, e não se deixar por momentos efêmeros. Ele não quer contemplar outas faces e sorrisos.

Quem ama não quer se afogar na incerta. Mas quer morrer e renascer nos braços certos. Ali, na praia, desejo, almejo e quero morrer naquele instante: sobre os coqueirais, as areias, o vento em nossos cabelos. Morrer e ressuscitar sentindo o coração bater tão rapidamente quando miro sua boca sorridente. Renascer com a mente em um redemoinho de sensações, sua boca na minha, teus olhos nos meus, e nossos corpos nus em puro êxtase.

Amei teu corpo, desejei mais e mais por um começo que recomeça.  Além disso, poder notar arte e musica dentro do meu coração. Por não querer o tempo, mais amar todo entrelace, da liberdade propensa do desejo em que senti meu coração se prender. Prender não por paixões rasas. E sim por um amor que me abala e faz me sentir viva. Um amor que tem meus olhos, e não quero mais nada, nada substitui ou paga o desejo de meu coração.

 

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