Dentro de meu quarto há muitas variações de mim.
Todas elas, são verdades e fragmentos de um todo que modelam meu corpo.
Traços de minha pela, do meu sorriso, até mesmo de meu cabelo encaracolado, dizem: Sou livre o suficiente para ir embora e reencontrar mais um pouco de caos e liberdade.
Do que adianta anel, contrato de boas maneiras, se por dentro não reina lealdade. Sim, meu coração não encara meia palavras, sou compulsiva por desejar o todo: Voar, cantar e encontrar paz na bagunça sem sentido que está ali pairando no canto da parede do meu quarto. Ali me identifico, reencontro um pouco de mim.
Ser louco no instante em que abro a boca, canto e faço birra. Tão verdadeira é minha face, que quem conhece bem, sabe os motivos de estar feliz ou não. Mas me abraça e fala o quanto é belo viver um todos sem mendigar pelas metades.
Calo-me para a multidão, espero por minha vez e luto para ter posse do que almejo. Saber que o caminho é longo, não diminui minha luta. mas me torna uma pessoa mais dura e corajosa. Coragem de estar de pé, de viver ciente e consciente que não vendo partes de mim para obter algum tipo de retorno afetuoso.
Meu coração já se acostumou em ver o mundo de ponta cabeça, e insiste em tentar sempre reencontrar minha face no canto do quarto, onde a desordem organiza o eu- infinito.
Eu amo, todas as versões de mim. Todas as versões de conflito que amam uma fronteira, mas nunca se enganam com um todo organizado de uma sociedade idealizável.
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