Quando abro os olhos e vejo a luz rodear meu quarto, percebo o quanto a vida é o suprassumo do extraordinário e toda sua imperfeição.
Vejo o lençol caindo no chão, a bagunça ao redor do quarto, tudo com sua beleza particular. Tudo real, sem meias verdades ou perfeições absolutas. Cada objeto com sua essência, vivendo por instantes melancólicos ou felizes. Muitas vezes, bebemos e sorrimos. Cada palavra dita, em algum estante, camufla quem somos, saindo da arte de ser: HUMANO. E isso em outras palavras significar curtir? Viver a margem de uma linha de uma suposta felicidade transitória.
No meu quarto tudo é uma bagunça, nada é aquilo perfeito. Me identifico com cada pedacinho, pois as imperfeições são minhas e fazem de quem sou, uma pessoa em dimensões não ilusórias. Exijo muitas vezes ações de consideração. Um olhar que possa me elevar a um status de mulher digna de uma conversa objetiva e direta. Hora, o dialogo sobre um lixão, aclara questões sociais não ditas. Mas, quando as palavras saem das bocas dos individuo emudecidos, todo caos social vira critica. Todo barulho se transforma em ação.
Por isso que a minha bagunça e autentica, ela fala o que representa. Não precisa de bebida ou cigarro para tapar o caos que está ali no canto do quarto. A realidade, em toda sua dor, está ali apta para ser percebida e dialogada. Basta olhar e abri a boca, sem esquecer da verdade da própria realidade social de nossa contemporaneidade.
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