Bem, feras aladas poderão entende-me neste momento.
Não falo do dia ou da noite, mas de segundos de exclamações de meu próprio coração.
Sim, muitas vezes pensamos estar em uma boa estação do ano. Repletos de sorrisos em lábios amigos, afetos genuínos. E nunca nos deparamos com a quimera do tempo, que sempre ficam a espera de um passo em falso dos sujeitos.
Sim, essa quimera sabe que o tempo muda, e o presente já é passado. E o corpo não sabe o peso de nossas palavras. No final a coragem de quem fala se transforma em um incomodo único, pois casa sentimento exposto não é meramente algo alcançável na realidade.
Sim, é fácil julgar, a sociedade faz do homem o vilão de si. Transforma a consciência e os sentimentos em mera mercadoria, e finda na coisificação de si próprio. O que pesa mais? Não são as palavras ofuscadas a margem de um copo de bebida, mas as reações que ela pode causar, que no fundo, representa uma desculpas para fugir da própria realidade.
Sim, sou a palavra dita em voz alta. A afirmativa de que meu coração virá sempre na frente de tudo. E sendo ser vivente, nessa terra tão brutal, meu ego também inflama como um balão. E meu desejos de ser não uma peça de conquista de alguém, mas uma pessoa que merece, algumas vezes, clareza.
Sim, as vezes, uma conversa no momento necessário faz ou garante um rumo de alguma situação. Diga, mesmo que doa, não dará certo! E sendo louvável sua atitude, como fênix caminharei até o infinito de minha razão. Depois, conceberei tua amizade, por perceber que considerou-me um ser também importante, e não descartável.
Pois é assim como os homens fazem com as mulheres, eles ficam pulando em todas e se gabam de ter beijados tantas bocas possíveis. Eles vão tratar cada uma como se fossem roupas. Sentirão as bocas, e no mesmo instante abraçaram outras, sem se preocupar se a mulher anterior esteja presente. Não terá a consideração de ir nela para falar que o ciclo fechou, e assim fará com todas.
Pois, mesmo que as pessoas saibam que ambos os lados conversam com milhões de indivíduos. Acredito que em algum momento, percebendo do interesse particular dela, vai achar importante finalizar a história. Por mais que doa o fel da falta de responsabilidade afetiva, haverá aquela conversa final.
Sim, veio a raiva, pois jamais faria o mesmo. Minha atitude seria o confronto da fala, e a empatia de está aclarando ainda mais as coisas. Claro, toda expectativa criada geraria conflitos internos, porem na mente, haveria a figura de um ser corajoso, capaz de falar sem medo, afirma para quem estava na expectativa que ali beirava apenas a tênue amizade e um ciclo fechado.
Sim, houve uma explosão apoteótica. Essa ultima conversa não existente no bar apenas revelou o futuro próximo de um distanciamento. Por piorar meus pensamentos, e querer fugir para sempre de todos. E sentir que ali não pertence-me. Vir-me em outras galaxias um clarão forte e a certeza que precisava da noite, olhar a Lua e contemplar o céu chuvoso mais uma vez.
A maioria dos artistas escrevem na dor, e na dor venho regar todo meu planto. Da raiva que cultiva minha força de continuar. E das pessoas que me cercam com louvor, a esperança de continuidade de vida. E pela confiança de poucas amizades, que não polparam palavras para afirmar o que sentem ou apontar meus erros. Nestas amizades, apesar de tanta luta, vão me apoiar e ficar do meu lado, mesmo sabendo que jamais devia revelar-me sentimentalmente para ninguém.
Meu erro está na fagulha de esperança, em confiar em quem não merece ter minhas expectativas. As pessoas que, por ventura chegaram, tiveram a coragem de falar e ser vulnerável comigo. Foram empáticas o suficiente para firmar amizade eterna.
Meu erro em ser intensa demais, mas ser incisiva nas definições de ações, que muitas vezes não são notadas por ninguém. E por essa falta de coragem, não acredito ser cabível um "me desculpe", que poderia ser pior a arte da fala. Que por mais que soubesse que avia diálogos com terceiros, creio que naquele bar precisava ouvir o encerramento do ciclo e inicio de uma amizade.
De toda forma, a coragem que tive, a força de minhas lagrimas mataram-me um pouco mais. Por viver de forma intensa, minha imensidão repousou em minha alma mais uma vez. A qui, onde a paz me circunda, nos valores que nasceu comigo, em não aceita metades onde sempre existirá oceanos. E na mesma força e intensidade que recuso-me a agir como homem ou fingir fraternidade com quem não pode considerar-me um pouco.
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