Poeta do Corpo

Meu bem!
Falo curtamente e suavemente.
O Aedo tenta mim consolar.
O Aedo faz mim recordar e sonhar.

Meu bem!
A forma, a voz, o murmurio fino.
A forma e a estética do teu corpo.
Forma que  minhas palavras não descrevem bem.
Forma incalculável, inalcançável para minhas mãos.

Meu bem!
O artista não sabe.
Um papel e um lápis não descreve um corpo.
O artista não consegue conhecer  o corpo.
O corpo é conhecível para quem ultrapassa a matéria objetiva.

Meu bem!
Sou poeta também.
Poeta escrava.
Poeta que conhece teu corpo  por completo.
Poeta que não se limita a caneta e ao papel.
Poeta que desvenda as curvas e conhece teu corpo através do toque. 

Meu bem!
O papel e o lápis não descreve o corpo com exatidão.
A forma de conhecer o corpo é a partir do toque.
A forma sublime do toque de um poeta.
A forma inigualável  e inesquecível.
A forma do poeta que vê a nudez sem precisar descreve-la.
Vê a forma no ato do toque de conhecer. 

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