Não sei se a cabeça doí, mas creio que a brevidade de minhas palavras possam relatar as vicissitudes de minha história de vida. Talvez, com esse relato seco, mórbido por dentro e vivo por fora possa apontar o crédulo de viver sob um dilema. Isso  devido a uma questão, sem resposta, abreviada por uma lacuna mortal. E de repente, me pego sonolenta, cansada de tentar mais uma vez esvaziar o meu quarto tão lotado de objetos pessoais. Ainda assim, optei por descobrir, cavalgar com uma caneta e um caderno velho. 

Nada de folha de veludo, apenas sonhos de uma criança que viveu um passado de aventura. E ela achava que na vida adulta poderia organizar a humanidade, falando: - Olha, senhor, essa água ali, pode causar uma enchente.  Em fim, o que pensar? Quem deu ouvido a jovialidade?   Muitos preferem bater na criança, tapar a boca dela com cordas de leis de controle.  

E se você estivesse preparado para encarar o além mar, no ritmo frenético dos corpos seputados por mãos desconhecidas.  Você buscaria respostas, agiria para dar voz a cada corpo emudecido pelo tempo?  Escultaria as vozes dos vencedores dessa era, depois taparia os olhos dos delinquentes? Deixaria a criança chorar por não estar na sua bagunça construtiva? São perguntas  rígidas, montadas sobre a margem de um rio do continum.  E nesse rio, os reflexo do descontinuo está amarrada por leis naturais, por concepções acíclicas da História.  Creio eu, nesse tempo todo, deixei o meu quarto bagunçado para mostrar que fuljo do padrão do senso comum, das chamadas mulheres: belas, recatadas e do lar. E assim, minha visão de descontinuidade foi emadurecendo.

E o coração? Muitos vão apontar, fazer  visões esdruxulas sobre a arte da paixão. Negando-se que o coração  bondoso se compadece com seu semelhante, e no mesmo segundo, vai virar as costas e negar que algum dia amou alguém. Hipocrisia? na verdade, para quem pouca sabe sobre a arte de amar, acaba jogando a pá de barro no esqueleto do excluído da História e vai se validar apenas com as fontes oficiais.  E depois? o povo se emudece, o politico e o rei ganha todas as honrarias possíveis.  Foi essa visão, clareada pela luz do sol vinda da janela que apontou no centro de meu peito. E eu chorei, como se não houvesse uma amanhã  para renascer em mim um ar de super heroína.  Não uma maravilha, mas uma criança que voa  por cima das arvores e vê a graça de um sorriso espontando de uma pessoa que ama. 

Hoje, eu não sei mais.  Talvez devesse arranca o coração e por barro no lugar, moldando assim uma armadura. Não sentir? ficar imovel?  sedimentar como a argila que cai com a chuva e desemboca no rio? Não sei se deve parar aqui, optar de desistência, pois navegar contra a maré doí. Fazer uma leitura a contrapelo sangra o corpo, fazendo a arte perder o sentido. Não sei se devo deletar todas essas palavras e todas as outras expostas a que. Aliais, viver não tem sentido.

A. Jucelly


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