Sobre a matéria do amor: o tijolo do lar

O amor não é uma mera palavra soltada ao vento. 
Nele navegamos em um mar de emoções,  pousando em cada ilha de descobertas.
Nele vivemos enebriados, com o coração batendo cada vez mais forte quando vem uma onda a espreita.
Nele queremos sempre estar entrelaçados, sem se preocupar com o amanhã.

É bom pensar na casa, nos quartos,na sala e mobilha, porque a construção de uma relação passa pelo cimento, no amontoado empilhado de tijolos. Cada componente formando um conjunto, um arranjo geométrico de sentimentos: amor, companheirismo, sinceridade,  lealdade. 
É bom imaginar que do outro lado existe reciprocidade. Essa tal chamada responsabilidade afetiva.

Não apenas isso, creio eu.
Mas quando me recordo daquele dia.
E penso...  Ai meu Deus!  parece um sonho, uma sensação real de vida.
E foi na titubeada de meu ser mais profundo que se deixou navegar por aquele pulhado de palavras.
Claro,  sei bem o  quanto a palavra possui poder. Que pode-ser-ia regressar por um instante no passado e contar sobre a vida, o sangue e a carne. Porém, apenas os bons e apaixonados pela vida podem se compadecer com o outrem. Buscando salva-los, chorando por eles estarem ali, emudecidos pelo tempo.

Foi naquele dia, que vi as lagrimas dela, o bocejo e a lamuria. Sim, notará que o meu bem tinha um coração maior que o mundo  e  a admirei ainda mais. Pois, ela  ver a vida com os olhos de uma fênix. Ser que abriu as asas  para sobrevoar o universo, buscando sempre pelo renascer da vida humana (dos excluídos, dos delinquentes, da mulher, do idoso, da criança).E com o seu olhar, pode reconstituir  e regenerar o corpus da humanidade (o descontinuo).
Foi por isso que eu chorei por dentro, de felicidade e respeito por amar alguém de coração tão meigo e puro. Pureza essa que consegue ver a mão de alguém no meio do escombro do passado, ao passo que renova cada espaço de uma casa e resinifica toda leitura sobre a massa que compõe a obra do lar.  Mostrando que a arte de viver é a mestra de quem sabe por ela caminhar, navegar  pela planta das paixões da construção de uma habitação. 
Sala, banheiro, terraço, cozinha, quarto e sala de star. Uma coisa sei, é com esse ser que quero sempre estar. 

Fonte da imagem: Google


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