Whay cant you love me?

Like a woman can.


Não é apenas uma canção sem sentido em outro idioma. A dupla finalidade de fechar os olhos e ouvir as letras e entender que não tem apenas aquela voz gritando na guitarra, mas um choque que me fez regressar no tempo sem precisar mover uma mão sequer.

E o barulho é tão fundo que me retirar o ar, uma queda e um clarão na escuridão de uma noite de elipse lunar. Mas ao mesmo tempo representa um grito a tanto tempo preso na garganta.

Quem é intenso não vive pelas beiradas ou aceita meias palavras, é como uma fênix nascida do fogo a se consumir a cada suspiro. O resultado que pode ser fatal e a essência de quem vive até o limite sem precisar grita aos 4 cantos do mundo quem realmente é. 

E essa sou eu, completamente intensa, louca de pedra, mas que vivo cada segundo de forma única. Tudo que me limita, que nunca quis olhar de verdade, foram esquecidos por representar franquezas ou vulnerabilidade.

Isso pode assustar, gerar pânico e receio em quem queira aproximar. Até porque eu posso cavar até o fim do mundo por que gosto, e ser verdade com intensidade.  Por mais que não faça sentido, continuarei defendendo o que for correto.  Por isso quando escuto Why cant you love me fico meio frustrada, porque a arte nos arrebata para uma outra realidade que nos pucha com potencia e força.

Uma realidade onde  ninguém tem medo de falar o que sente e pensa, onde há diálogos e olho no olho.

Se sentir é falar, não vejo mal em ser o limite da água que transborda de um copo. Até porque não posso omitir ou fazer algo contra quem sou. 

E por esse motivo, já não quero mais falar nada. Do sem limite, para loucura constante de escancara o que sinto, e as lágrimas que me fazem calar para sempre. E que despertam na mesma cansão, e no grito que sangra mais uma vez meu coração que já cansou de ser transparente e sensível em um mundo onde o que vale mais são as mercadorias e individualismo 

Comentários

Postagens mais visitadas