DESABAFO
Quem me aponta não me conhece de verdade.
Por tantas injustiças, o mel da mentira causa-me panico.
Por tantas ferias, me fazem silenciar e virar as costas para o mundo.
Por tantas lágrimas que não chorei, me mantive altiva e não derramei.
Por tanta raiva, e perfectismo de sempre quero o detalhe de tudo certo, subjugando a mim mesma.
Por poucas vezes que me mantive livre, mas sempre na defensiva.
Por poucas vezes que precisei correr mais um pouco, em uma verdade que sustenta apenas parcelas.
Por poucas vezes que não precisei continuar, bastou ser dura em cobranças, o melhor sentido de calar-me ainda mais.
E assim seguir...... até não poder falar mais
E assim, respirar mais uma vez sem culpa
E assim, esperar chover para que a água leve sem que alguém veja minhas fraquezas reais.
Mas, eu continuei correndo...
Mas, eu respirei mais um pouco
Mas eu fui olhar olho no olho, sem medo, sem temer, e falei com toda sinceridade.
Mas fui lançada as pedras, apesar de estar viva e consciente de quem sou
E pela realidade de "verdades construídas", que não me contemplam, mas me subjugam ainda mais.
Por mais um flagelo de injustiças...
Pela dita História afirmada e selada como absoluta
Pela falta de dialogo que tende a firma o perigo da visão única
Pela minha raiva e ódio de injustiças, que me interrogam por cobranças por uma justiça abandonada ou eclipsada em uma situação que destroce quem sou na realidade.
Na historiadora que habita em mim que grita constantemente....
Quem me viu por dentro, sabe que sou sincera em tudo, e me abro para as pessoas que confio. Me calo para sempre para as pessoas que me julgam de forma errônea. Basta olhar em meus olhos, porque não tenho medo de falar com toda sinceridade, não preciso mentir e também não julgo.
Quem deve não teme, por isso coloco minha cara a tapa e minha dignidade na bandeja.
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