Alegoria do Oficio
Um dia, não tão distante, revelei a batalha das técnicas.
De um lado o realismo da fotografia, sem retirar o esplendor da intenção do olhar de quem almeja capturar dita imagem. A intenção alegórica que repousa na mensagem a ser transmitida ao público e o futuro registro para futuros aspirante pela arte de fotografar.
Do outro lado a arte de ressignificar qualquer imagem através da força criativa do desenho e toda técnica presente na produção da imagem. Uma foto pode ser montada em diversos aspectos. E ali fazer chove em um céu ensolarado, na medida em que paira musica na boca de uma mulher que pousa para ser pintada. Não importa o estilo, haverá sempre várias formas de conta a história daquela imagem.
Faço parte do segundo grupo, sem negar a importância da fotografia, pois ela é uma fonte. Porém, quando posso reviver um dado momento inúmeras vezes diferente em um relato. Um poder de ressignificar, dar voz ao marginalizado. Isso é escovar a História a contrapelo como Michel Foucault falou no livro Microfísica do poder.
E por esse caminho, indico, existe vários caminhos em um relato histórico, onde discursos vão e vem. E por esse motivo, não há poder absoluto no discurso. Até o marginalizado opera o discurso para superar a exclusão, e o poder do Estado não fica apenas em Brasília. Cada região federativa tem sua administração. Afirmativa que confirma que existem micro poderes e discursos diversificados. O que diferencia cada um é a intencionalidade alegórica, ou seja, os objetivos dos sujeito ativo ou passivo do discurso.
Pensamentos são diferentes, e cada ciência opera com suas ferramentas. E esse fator a diferencia do senso comum ou das IAs. E infelizmente, apesar da capacidade armazenativa da tecnologia, cada vez mais, as pessoas não criam novos horizontes em suas cabeças, pois já buscam tudo preparado nas redes.
Perigo avante da alienação pela tecnologia, que significa a não maturação criativa do cérebro. Mas voltando ao debate sobre a fotografia e o desenho. O sujeito quem determina por onde caminhar, seja na fotografia ou no desenho. Cada arte depende da visão do artista e sua capacidade de ressignificar uma imagem. Não encontramos relatos prontos e finalizados no tempo, é função do historiador revisitar inúmeras vezes um dado evento, e através da metodologia cientifica reescrever a História da Mulher, da criança, dos idosos, dos deliquescentes, das prisões, da periferia.
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