O peso do saber

 Minha estrela que vibra no espaço. Jogue sua glória de luz, e arrebate toda lágrima que nunca ousei derramar, por acreditar que elas representassem a eminencia de minhas fraquezas.

Jamais me permitir cair, e fingir ao tempo uma força sobre-humana. Lutei incansavelmente, e mesmo sentindo dor, nunca permitir que o céu olhasse o quanto já estava tão cansada. O tempo criado do Caos, que na figura de Titans imortais configuravam, simbolicamente, a Terra, o fogo...... E se fez, do 0 ao cálido espaço humano das ilusões doces que jamais foram reais.

Assim, exilei o sentir, racionalizei para não ver você cruzeiro do Sul. Constelação que como bússola fez a rosas dos ventos a direita do meu braço o próprio alento de querer sumir um dia mais. Para não estar em nenhum lugar certo e em toda parte dessa troposfera poluída de maldade. E peça afirmativa da minha alma que não sentem contemplação pelo aqui e agora. 

Me vejo, e sinto meu corpo igual uma parabola usada por Walter Benjamin para falar da "Obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica". A áurea na lama, caída depois de um percurso sem sentido. Na verdade, a crise está na não identificação desta geração ou falta de pertencimento. Tantas pessoas vazias, rotuladas por signos irreais ou por rítimos que não tem nada de valoroso. Gritão e pulam, mas por dentro, nem sabem o que fazem. Apenas seguem tribos sem saber se seus atos fazem bem ou não para comunidade. 

E nesse intuito, a áurea cai na lama por tropeçar em tanta loucura de pessoas alienadas. E assim, não acho identificação. 30 anos de uma mulher que desde a nascença não busca pertencimento, mas compreensão dessa realidade onde o Homem é o lobo do homem sob a margem de um fetichismo por uma felicidade momentânea e limitada.

Sabe o porque disso tudo.  O conhecimento pesa. São excluídos todos os sujeitos que pensam criticamente. São eles que vão se incomodar com tudo e buscar pelo justo!

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