Entre verdades e mentiras
O tempo de Cronos não é o espaço entre tempestades da mentira e o alvorecer de um novo dia da justiça.
Tempo que cria para além das estrelas e faz na Terra florescer a vida.
Vida que canta na face intensa da paz e amor; que se contempla na verdade das almas.
Vida que não abraça a tempestade de mentiras, mas que sobrevoa na ética e nos valores de boas condutas.
É nela, a deusa que habita os corações dos sonhadores; na dança, no canto, na natureza, na boca de quem vive enamorado e deseja a imensidão dos beijos da amada.
É sobre ela que o oráculo repousa, despertando não um destino traçado, mas a vontade de ter seu coração à prova de suas ações cotidianas.
É sobre o fogo das emoções que o agir, o ter e o ser abraçam a verdade e a dignidade da mulher amada.
Mulher amada que sente a flor da pele e age com o fogo ardente do sentimento real.
A mentira apaga a luz da sinceridade e faz todo amor ruir em lágrimas.
E assim como um espelho que não absorve memórias, deixa escapar a essência das experiências humanas;
Faz da verdade uma pérola trancada no coração de uma sociedade que se aliena facilmente nas tempestades de emoções fluídas.
Emoções fluídas que banalizam a identidade, a ética e os valores humanos, deixando em troca símbolos individualistas.
A verdade é um tempo novo que transborda na experiência coletiva e no amor que nos une, um laço eterno.
Se ser fiel aos sentimentos é um pecado frágil, a arte de viver está na prática de boas condutas e honestidade mútua.
Falar palavras que vêm do coração, ser fiel aos sentimentos e agir com bondade sempre será uma resposta direta para a mentira.
Falar ao coração rompe com o tempo cosmológico, e faz nascer a ternura mais bela da natureza humana, onde cada gesto de amor é uma nova estrela a brilhar, iluminando a paz no mundo.
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