Naquela noite o tempo parou, as estrelas não ofuscaram nossa luz. Não houve distância ou palavras que pudessem reter todo desejo e musica ao redor da natureza.

A beleza não está na forma, mais no interior. Interior do sangue, da carne, do órgãos dos corpos dos poetas e poetizas. E em todo espaço, nenhum limite que rompeu nossas fronteiras. 

A beleza da mais bela canção, que se misturou em cada sorriso, gestos e afetos em um segundo mais. E o segredo não está em quem apenas esculpe as esculturas, mas em imaginar e criar tudo em sua mente. A arte parte do subconsciente, do interno do ser e desemboca na pele e na mão de quem cria. 

A beleza da mulher, que anda, fala, e acima de tudo, trabalhar para ser independente. É aquela que não quer ser apenas recatada e do lar, mas a rainha que governa sua própria vida, negando o patriarcado. Ela que nasceu mulher, e que por seu gênero, se torna uma guerreira todos os dias. É a mulher amada, desejada, que não busca palavras a toa, mas ações cotidianas.

A beleza de poder olhar nos olhos e ser REAL, sem filtros. Que pode se cansar, sentir-se heroína por suportar mais uma rotina de trabalho e ainda sorrir. É a mulher que pode desabafar e confiar naquela pessoa que por ela se sente encantadas. Mas acima de tudo, espera  ser tratada como deusa, ao invés de objeto de uso e desuso.

A beleza de poder voar nos braços de quem deseja de verdade, entre os cuidados e abraços apaixonados. O encanto de se sentir desejada, respeitada por alguém que realmente lhe quer bem. E por si só, tornar a noite mais especial. O eu e você, na verdade é um companheirismo. 

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