Para ser um investigador é preciso ter curiosidade e saber interrogar.
O sabor do arquivo supera o cansaço, a poeira, os amontoados de papeis dispersos nas prateleiras.
95% é intuição, especialmente para cogitar do que poderia ter ocorrido no passado, sem estar avidamente vivo naquele instante. Não é uma regressão total do passado com supõe o ilustre Jules Michelet. Mas, sim. Tornamos ogros em busca de carnificina, e a obsessão nos faz crer que todo micro-organismo é importante. Por que viver na ótica dos outros? Não significa relatar ou narrar os heróis, mas torna protagonista que foi marginalizado. E a esse critério, o não dito é o mel a ser coletado no macro de poeiras de salas de arquivos ou em justos planos de fundos digitais.
Vivemos, porque é cada instante que nos transporta, e se torna um grito uma sina constante. Quem vive no arquivo sabe o sentimento de encontrar um miúdo folhetim sobre determinado assunto estudado.
E por esse motivo que são intensos os amores dos arquivos, eles jamais somem, sempre estamos esperançosos pelo retorno. E dos retornos que fazemos no intelecto. De lá parte os 95 % da operação historiográfica, em um dito Michel De Certeau escreveu sobre a pratica, a escrita, o campo em oficio por fontes. E depois, vem a avassaladora paixão em loucuras: Por que? Para que? O que?
Não somos expectadores, historiadores não sabem esperar, muito menos, pensam demasiadamente em um único eixo temporal. Assim, essa paixões nos arrebatam até as estrelas, onde de agentes sociais, tornamos produtores e personagem dos aquivos em voz viva.
Quando pegamos o diploma, fazemos um voto. Somos pareas entre tantos, mas esse amor pelo oficio nos torna poetas seletos, ao ponto que nenhuma pessoa pode compreender a loucura. Que a escrita é uma prática que passou por muitas etapas de amadurecimento.
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