Sou diferente
Falarei e demonstrarei minha real essência, sem me importar com os olhares alheios.
Filósofos negavam os sentimentos por ser algo subjetivo e não racional. Sentia-se medo, penúria por deixar fluir o coração. Assim, o mito e a realidade não se cruzavam, da mesma maneira que a verdade era objetiva e os rastros da subjetividade era vista como fraqueza ou mentira. A linha da cura estava no escrito, no oficial, nos reis e no poder das elites, enquanto o não dito nos escombros. E a mulher? As paixões com a nudez de um corpo sem uma filosofia linear. Problematizava um status de vida, negavam o protagonismo feminino, ora demonizando-as ou matando a história refletidas na margem da praia. E dessa forma, normalizar o corpo é apenas pregar mais um rotulo, enquanto apaga a essência dos sujeitos.
Amy Frank esteve na áspera escada ingrime de sua casa, fugindo ora tentando entender tudo aquilo que se chamava perseguição ao judeus em 1945, e os campos de concentração. Normalizavam os corpos sob a culpa de serem não arianos, culpavam pelo capitalismo e mal da Alemanha. Muitas historias caladas, não legitimadas de vido ao relato do vencendo, do patriarcado, do homem, da normalidade.
Eu falo, escrevo e insisto em ser aquela que segue os fios e os rastros, fugindo do minotauro no labirinto de Creta. O medo da morte é o silencio que impede a ação da operação historiografia. A paixão me faz falar do protagonismo das mulheres na História, daquelas que cozinharam para os reis e estiveram nos bastidores de uma guerra. É aquelas mulheres acusadas de bruxaria por saberem o poder as ervas medicinais. Sigo os rastros delas, e me nego a calar-me. Nego-me a ser igual a todo(a)s. Sou fiel no que sinto e vejo, mas também me calo quando não sou mais bem vinda as páginas históricas de alguém que gosta de abração o global universalizante.
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